28.2.09

Review: Slumdog Millionaire

Slumdog Millionaire é um daqueles filmes que conseguem mexer com os sentimentos de que o assiste. É um tapa na cara de todos aqueles filmes bonitos de Hollywood. Mesmo obras excelentes como Os Infiltrados, Rocky e A Vida é Bela têm uma limpeza e um acabamento que os torna lindos e fáceis de serem assistidos.
Slumdog é um filme difícil de ser assistido pelo grande público pela sua sujeira. As favelas indianas aparecem, neste filme, com uma realidade que lembra documentários da National Geographic e, nesse sentido, Slumdog Millionaire, se parece muito um filme que concorreria a “melhor filme estrangeiro” com uma crueza que o assemelha muito a Cidade de Deus e Central do Brasil.




Slumdog é, talvez, o primeiro “filme sujo” lançado mundialmente já que vale lembrar que filmes como os de Pedro Almodóvar, Fernado Meirelles e Walter Salles, são, quase sempre, lançados em salas de cinema alternativas-cult-chatas fora de seus países de origem.

É um filme difícil de ser assistido. Envolve muito sofrimento por parte dos protagonistas e nos joga em uma Índia BEEEEEEM diferente daquela da novela das 8. Embora falta de higiene, maníacos religiosos e polícia opressora sejam minha real visão pessoal da Índia. Para as pessoas que adoram ver filmes artísticos saem por aí falando blábláblás sobre Slumdog Millionaire, se analisarmos bem, este é um filme muito mais comercial que Speed Racer ou Ultra-Violeta (esse merece um review a parte por ser O PIOR FILME DE TODOS OS TEMPOS).

É uma tentativa de fugir ao estereótipo de filme hollywoodiano abarrotando-o de citações e situações a la Cidade de Deus intercaladas com lindas cenas de estúdio do Show do Milhão indiano (que, por sinal, tem uma apresentador (Anil Kapoor) ainda mais sacana que o nosso querido Silvio) que torna o filme um pouco mais fácil de ser assistido. Sem todos aqueles ângulos de câmera nauseantes. Slumdog Millionaire se perde entre a tentativa de parecer sujo e real e o pano de fundo de conto de fadas impossível.
Com personagens rasos (característica de Bollywood) que transcendem o estereótipo, Slumdog está longe de ser uma obra de arte mas é, antes de tudo, um trabalho tecnicamente impecável com excelente trilha sonora e edição. Vender a imagem algo feito com baixo orçamento se encaixou perfeitamente neste filme e, podem esperar, que os próximos anos nos reservam muito mais filhos (clones) de Cidade de Deus. O tapa na cara que Slumdog deu na audiência americana lhe rendeu o Oscar de melhor filme embora ainda seja muito inferior a Cidade de Deus.
Embora o filme seja todo uma grande história de amor, durante um bom tempo, Salim Malik (Dev Patel), não demonstra suas reais intenções e fica difícil de engolir o amor piegas e sem incomensurável entre ele com Latika, a putinha de amarelo (Freida Pinto). Pra ajudar, as crianças falam em e os adultos, em inglês. Mais ou menos como Memórias de uma Gueixa, só que de um jeito mais escroto... Que porra é essa? E, pra terminar, a cena em que o protagonista toma uma surra e fala para turistas que essa é a real Índia e estes retribuem com um punhado de dólares dizendo "E essa é a real América." é uma das coisas mais ridículas que um filme vencedor do Oscar ja nos fez engolir.
Um filme superestimado DEMAIS!... Mas a tosquice indiana da dancinha que encerra o filme o faz ganha muitos pontos e deixa todo mundo com uma boa sensação ao sair do cinema...

Nota final: 6 de 10

2 comentários:

Danilo G Muniz disse...

Ferrari seu maldito! Porque você foi compara o filme com Cidade de Deus? Eu tinha achado o Slumdog um ótimo filme, mas ao lado do Cidade de Deus ele ficou só um filme tosco cheio de indianos... não acho que o filme seja tão ruim quanto você fez parecer, mas é certamente um filme superestimado.

té mais.

Anônimo disse...

Ahh, já ouvi falar nesse filme! Parece ser bem legal mesmo! ^^


bjs bjs!