28.2.09

Review: Slumdog Millionaire

Slumdog Millionaire é um daqueles filmes que conseguem mexer com os sentimentos de que o assiste. É um tapa na cara de todos aqueles filmes bonitos de Hollywood. Mesmo obras excelentes como Os Infiltrados, Rocky e A Vida é Bela têm uma limpeza e um acabamento que os torna lindos e fáceis de serem assistidos.
Slumdog é um filme difícil de ser assistido pelo grande público pela sua sujeira. As favelas indianas aparecem, neste filme, com uma realidade que lembra documentários da National Geographic e, nesse sentido, Slumdog Millionaire, se parece muito um filme que concorreria a “melhor filme estrangeiro” com uma crueza que o assemelha muito a Cidade de Deus e Central do Brasil.




Slumdog é, talvez, o primeiro “filme sujo” lançado mundialmente já que vale lembrar que filmes como os de Pedro Almodóvar, Fernado Meirelles e Walter Salles, são, quase sempre, lançados em salas de cinema alternativas-cult-chatas fora de seus países de origem.

É um filme difícil de ser assistido. Envolve muito sofrimento por parte dos protagonistas e nos joga em uma Índia BEEEEEEM diferente daquela da novela das 8. Embora falta de higiene, maníacos religiosos e polícia opressora sejam minha real visão pessoal da Índia. Para as pessoas que adoram ver filmes artísticos saem por aí falando blábláblás sobre Slumdog Millionaire, se analisarmos bem, este é um filme muito mais comercial que Speed Racer ou Ultra-Violeta (esse merece um review a parte por ser O PIOR FILME DE TODOS OS TEMPOS).

É uma tentativa de fugir ao estereótipo de filme hollywoodiano abarrotando-o de citações e situações a la Cidade de Deus intercaladas com lindas cenas de estúdio do Show do Milhão indiano (que, por sinal, tem uma apresentador (Anil Kapoor) ainda mais sacana que o nosso querido Silvio) que torna o filme um pouco mais fácil de ser assistido. Sem todos aqueles ângulos de câmera nauseantes. Slumdog Millionaire se perde entre a tentativa de parecer sujo e real e o pano de fundo de conto de fadas impossível.
Com personagens rasos (característica de Bollywood) que transcendem o estereótipo, Slumdog está longe de ser uma obra de arte mas é, antes de tudo, um trabalho tecnicamente impecável com excelente trilha sonora e edição. Vender a imagem algo feito com baixo orçamento se encaixou perfeitamente neste filme e, podem esperar, que os próximos anos nos reservam muito mais filhos (clones) de Cidade de Deus. O tapa na cara que Slumdog deu na audiência americana lhe rendeu o Oscar de melhor filme embora ainda seja muito inferior a Cidade de Deus.
Embora o filme seja todo uma grande história de amor, durante um bom tempo, Salim Malik (Dev Patel), não demonstra suas reais intenções e fica difícil de engolir o amor piegas e sem incomensurável entre ele com Latika, a putinha de amarelo (Freida Pinto). Pra ajudar, as crianças falam em e os adultos, em inglês. Mais ou menos como Memórias de uma Gueixa, só que de um jeito mais escroto... Que porra é essa? E, pra terminar, a cena em que o protagonista toma uma surra e fala para turistas que essa é a real Índia e estes retribuem com um punhado de dólares dizendo "E essa é a real América." é uma das coisas mais ridículas que um filme vencedor do Oscar ja nos fez engolir.
Um filme superestimado DEMAIS!... Mas a tosquice indiana da dancinha que encerra o filme o faz ganha muitos pontos e deixa todo mundo com uma boa sensação ao sair do cinema...

Nota final: 6 de 10

23.2.09

Top 15: Jogos de PlayStation: Metal Gear Solid


Colocar Metal Gear Solid na mesma lista que jogos como Crash Team Racing, Jade Cocoon e Fifa seria um absurdo. Esta obra não pode ser medida pela escala Jogos de PlayStation. Ao contrário, deve ser medida pela escala de melhores histórias já contadas. É claro que essas palavras são de uma pessoa cega pela paixão que sente por Metal Gear Solid, mas a qualidade desta obra é unânime. Eu me apaixonei por esse jogo desde o primeiro momento que vi imagens sobre ele... Não somente o melhor jogo de PS1 como, também, o melhor jogo de todos os tempos, a melhor história de todos os tempos, a melhor trilha sonora de todos os tempos, a melhor dublagem de todos os tempos, os melhores personagens de todos os tempos! Me faltam palavras para descrever minhas impressões sobre o primeiro Metal Gear Solid. Embora todos os jogos da série sejam excelentes e Metal Gear Solid 3, em especial, seja um fenômeno à parte, comparar Metal Gear Solid com qualquer outro jogo de sua época (e com a maioria dos que ainda saem hoje em dia) é desleal. Impecável em todos os sentidos, da abertura ao encerramento, cada vez que jogo MGS, a sensação é a mesma! It’s the MASTERPIECE! A saga MGS é, talvez, o único motivo por eu continuar jogando videogame e, com certeza, o único motivo para eu ter me fodido tanto só para comprar um Playstation 3 e a única razão que não me faz arrepender de ter comprado esse elefante branco (preto no caso). Solid Snake, Liquid Snake, Otacon, Naomi, Mei Ling, Campbell, Meryl, Gray Fox, Revolver Ocelot, Psycho Mantis, Vulcan Raven, Sniper Wolf… como é possível um jogo colocar tantos personagens na minha lista de favoritos de todos os tempos!? A série é famosa por suas canções e pela trilha sonora como um todo, mas ainda está para haver uma música de videogame melhor que The Best is Yet to Come que toca tanto no início como no encerramento do primeiro jogo.

Se Final Fantasy VII mudou os rumos do PS1, Metal Gear Solid mudou os rumos da indústria do videogame. Se hoje os jogos têm histórias complexas e, se não realistas, ao menos palpáveis, isso tudo se deve à dedicação da equipe de Hideo Kojima a esta obra prima.


Um jogo que mudou a história da indústria do entretenimento interativo não está simplesmente na minha lista de jogos de PlayStation, mas é o número 1 no meu Top Top de games de todos os tempos!
...Além de ter o melhor último chefão que se pode querer: Um robô gigante armado de laser, mísseis e uma ogiva nuclear invisível.

21.2.09

Top 15: Jogos de PlayStation (final)

Bom, esse é o fim (ou começo né, sei lá) da minha lista de Top 15 Jogos de PlayStation. E ainda pretendo fazer várias Tops! Foi bem divertido relembrar de todos esse jogos!

Eu sei também que muitos jogos excelentes ficaram de fora: Chrono Cross, Valkyrie Profile, Final Fantasy Tactics, Wild Arms, Thousand Arms, PaRappa the Rapper, Metal Slug X, The King of Fighters, Street Fighter Zero, Rival Schools, GTA... mas fazer uma lista de OS MELHORES JOGOS de PlayStation daria muito trabalho... Então taí a conclusão da minha lista e, se acharem que falta algum... Bom, é a vida né!
Então segura essa: 5º ao 1º.
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5 - Castlevania: Symphony of the Night

Essa é uma excessão nesta lista. Embora este jogo de também seja um jogo inesquecível, não cheguei a jogá-lo muito... Mas há vááários fatores que o fazem merecer estar em quinto lugar. Eu sempre invejei os donos de NES e Super NES por causa da série Castlevania. Cara, aqueles jogos eram muito legais (com excessão do segundo como o nosso querido amigo James Rolfe não se cansa de dizer: http://www.youtube.com/watch?v=V4we8iFk-fY) e, quando foi lançado Castlevania Bloodlines para Mega Drive eu fiquei maluco e achei muito melhor e mais bonito que as versões para Nintendo! Então, depois de já ter o PS1 há um bom tempo, pensei: "Cara, tem um Castlevania de Play né! Acho que vou jogar..." E que jogo! QUE JOGO! Mas, por algum motivo, zerei só uma vez e nunca mais mexi nele... Nem eu sei explicar, mas sei que esse jogo é excelente! Foi o último Castlevania que eu joguei a sério (já que aqueles em 3D são todos uma merda). Mas enfim, esse jogo é um consenso e eu sei do pecado que cometo por nunca mais tê-lo jogado então, aqui está! Em quinto lugar, Castlevania: Symphony of the Night!

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4 - MegaMan X4

Por mais que eu achasse MegaMan legal, nunca tive um console da Nintendo, então não me descabelava pela série (como muitos amigos). Lançado em 1997, MegaMan X4 explodiu meu cérebro já na abertura! Eu tenho um gosto estranho por músicas bestas japonesas dos anos 90 e Makenai Ai ga Kitto Aru se tornou uma das minhas favoritas! "Porra! Que abertura legal!" "Porra! Que jogo legal!" "Porra! Que animações legais!" "Porra! Que dublagem legal! "Porra! Eu quero ser esse Zero!" O jogo tinha até plot twist! Quando saiu em inglês pensei: "Beleza! Agora vou entender tudo da história!" mas que merda de dublagem e de abertura! O nome japonês RockMan é muito legal por que sua contra-parte má se chama Blues (apesar de ser vermelho). Rock/Blues, sacou? Mas como na série X esses personagens não fazem a menor diferença, fico com o nome MegaMan (embora eu tenha jogado a versão japonesa)! Não tô a fim de ficar falando mais de MegaMan X4, então vou postar a abertura para ver se todo mundo entende (de uma vez por todas) o quanto esse jogo é LEGAL, simples assim!
(http://www.youtube.com/watch?v=gevkpPnUV_o)

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3 - Ace Combat 3: Electrosphere

Como é possível uma série ter tantos jogos bons? O primeiro Ace Combat (Air Combat no ocidente) já era um jogo excelente, o segundo (chamado no mundo todo de Ace Combat 2, o que nos deixa sem um Ace Combat 1) foi ainda melhor! Com muito mais aeronaves e gráficos realistas. E então: 1999 - Ace Combat 3: Electrosphere. A diversão de liberar TUDO nesse jogo não foi superada até hoje... Cada desafio de tempo para conseguir o rank máximo nas fases, cada avião novo liberado, cada missão nova contra o Ouroboros, cada cena de anime, cada plot twist na história me deixava mais vidrado nesse jogo. Naquela época eu era fascinado por aviação (cheguei até a prestar provas para o Colégio Militar da Força Aérea) e Ace Combat 3 e o esquadrão da UPEO (que parece estar presente em Ace Combat 6) me renderam meses de diversão.
Gráficos que eu achava insuperáveis (que inocente eu era), músicas que se encaixam perfeitamente com cada fase e um acabamento impecável dão a Ace Combat 3 o terceiro lugar na minha lista!
Namco... não desista do PS3...

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2 - Xenogears

I am Alpha and Omega, the beginning and the end, the first and the last...
Sabe, na verdade eu não sou uma pessoa que gosta muito de videogames, eu apenas gosto de algumas franquias bem específicas. E são essas franquias que me fazem comprar um console. Mas Xenogears foi uma das maiores surpresas que eu tive em videogames. Talvez A MAIOR! Entre o lançamento bombástico de Final Fantasy VII e a espera pela Obra Prima Final Fantasy VIII, a Square não tinha obrigação de nos dar nenhum jogo, certo? Ah, Square...que surpresa você guardava. Em 1998 Xenogears me deu um soco no estômago! Um RPG com robôs gigantes e uma história muito foda! Talvez quem seja superfã de interatividade nos jogos não goste muito de Xenogears, mas como eu nem me importo muito com isso, me divertia horrores lendo as falas intermináveis desse jogo. História profunda (até demais), personagens em 2D (adoro RPGs com personagens em 2D), cenas de animação excelentes e lutas de Evangelions! Do que mais eu precisava!? Infelizmente (ou felizmente), Xenogears morreu aí. Houve uns outros jogos de merda começados por Xeno para PS2, mas tô cagando para aquilo. Pela explosão mental que foi Xenogears e pela cena de sexo (nada explícito, mas para bom entendedor...) quando eu ainda era um jovem inocente, taí o segundo lugar!
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1 - Final Fantasy VII1997: Nascia um clássico! Eu mesmo tenho dificuldades em compreender o porquê de FFVII despertar tanto fascínio nas pessoas...inclusive em mim. Poucos anos depois dele, Final Fantasy VIII arrebentou no quesito de gráfico. Eu me lembro da revista Gamers chamando FFVIII de Obra Prima e Melhor Jogo já feito. Então por que não é desse RPG que nos lembramos quando pensamos em jogos dos anos 90? O motivo: Final Fantasy VII arrebentou os cérebros de todo mundo, fossem fãs de RPG ou jogadores ocasionais de videogame!! O jogo pssou meses sendo anunciado para PlayStation e Nintendo 64. Eu me lembro até de haver uma data de lançamento dele para o N64. E esse lançamento nunca aconteceu... Quem queria jogar Final Fantasy TEVE que comprar um PlayStation. Então, foi Final Fantasy, muito mais que qualquer outra franquia que fez o PlayStation ser O PLAYSTATION. Quando eu ganhei o meu, ninguém sabia o que era essa merda e, no final dos anos 90, PS virou sinônimo de VideoGame. E esse jogo é a pedra fundamental do que a Sony representa para a indústria de Jogos Eletrônicos (curioso que agora seja Final Fantasy XIII o maior responsável por destruir tudo que seu antecessor criou). Final Fantasy VII se tornou uma franquia a parte e parece que as pessoas não se cansam de ver a história ser contada e recontada. Não preciso falar nada sobre esse jogo por que todo mundo já jogou, então tem suas próprias impressões, mas gostem ou não, Final Fantasy VII é o jogo número 1 do console número 1 de todos os tempos!

Top 15: Jogos de PlayStation (parte 2)

Essa segunda parte da lista foi a que me deu maior trabalho... Eu tinha bem claros na minha mente quais jogos seriam os primeiros, mas decidir os números 06 a 10 foi uma tarefa foda!
Talvez essa lista esteja mais decente que a primeira, mas ainda tem umas bizarrices por aí! Haha! Bom, cada um tem o Top 15 que merece, né...
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Sem mais delongas, aí vão os jogos de PS1 que marcaram Felipe Ferrari, do 10º ao 6º.


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10 - Tekken 3

O primeiro Tekken é uma merda! Se compararmos com o rival da época, Virtua Fighter, Tekken toma um pau fácil! Parece que as lutas acontecem na lua! Leeeeeentas... Personagens mal desenhados, cenários piores ainda... Então a Namco insistiu, tomaí Tekken 2 chegou em 1996 e deu um pouco mais de gás aos jogos de luta 3D, mas não o suficiente para trocarmos a SNK e a Capcom pela Namco... No ano seguinte, duas obras primas nos jogos de luta: KoF '97 e Soul Edge. Em 1998, o fênomeno! Tekken 3! Tudo mudou na série Tekken! Personagens bem feitos, gráficos excelentes e golpes bem balanceados. O auge da série Tekken! Um dos jogos que eu mais joguei no PS1! Diversão para muitos sábados... Até hoje é difícil encontrar um fliperama ou buffet infantil que não tenha esse jogo. Então tomaí! Tekken 3 em décimo!

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09 - Jade Cocoon: Story of the Tamamayu


Na verdade, esse não é um jogo que tenha me marcado tanto assim... Mas é um trabalho muito bem feito e merece estar aqui! Embora a idéia tenha sido um pouco a de dar um Pokémon para quem não tinha consoles da Nintendo, Jade Cocoon, na minha opinião, supera muito o jogo da Nintendo no quesito história! Além disso, o jogo é lindo! Inteiro dublado (o que ainda era raro em 1998) e cheio de cenas em animação. A trilha sonora é muito bonita e é um daqueles casos de RPG infinito em que, mesmo depois de você terminar o roteiro principal, tem um mundo inteiro para explorar (no caso, um corredor). O character design é do Studio Ghibli e, mesmo a ambientação da história, lembra muito Mononoke Hime. A possibilidade de fundir os monstros foi um conceito muito interessante também e me rendeu horas de nerdice gratuita!! Pensando bem... esse jogo me marcou pra caralho sim! E, por falar em caralho...alguém sabe explicar o porquê de as plantas do cenário terem formato fálico?

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08 - Soul Edge

Transcending History and the world... a tale of souls and swords... eternaly retold. 1997 marcou o fim da era 2D para os jogos de luta. Tivemos The King of Fighters '97 no auge da SNK e vimos o surgimento da franquia que, atualmente, (infelizmente) é sinônimo de "jogo de lutinha". Um épico. Hoje em dia todo mundo sai pagando um pau pra Soul Calibur. Todo mundo ama essa merda, mas quer saber? Tô cagando para Soul Calibur. O negócio é Soul Edge!!! A cena de abertura é foda (com direito a cenas de nudez e ninjas de farol acesso na versão japonesa), a música é foda, as vozes são fodas os gráficos são fodas, tudo é foda! Nada dessas bichisses e complicações de Soul Calibur! Se você defende demais, sua arma quebra e você está fodido! Tem que lutar com as mãos! Cara, e o Cervantes...? Que vilão cara, que vilão... O que foi feito desse velho hoje em dia...? Soul Edge (Soul Blade neste hemisfério) é um fenômeno que mudou o modo de se fazer jogos de luta! Dava um pau naquelas merdas de Tekken 2 e Virtua Fighter 2 da época! O primeiro jogo BOM de luta em 3D... e talvez um dos últimos.

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07 - Resident Evil 2

A série Resident Evil é algo que mereceria um post à parte. Como todo mundo sabe, o primeiro jogo da série simplesmente CRIOU um novo gênero! E isso é algo a ser respeitado. O jogo é todo uma grande homenagem aos filmes B de zumbis, desde as péssimas atuações das cenas com atores até o plot de uma "mega corporação evil que cria um vírus que transforma os humanos em zumbis". Simples assim. Mas o segundo jogo da série me marcou como poucos! DOIS DISCOS! 4 modos diferentes de jogo! Uma cidade inteira infectada! CGs bem feitas com péssimas dublagens! Tudo me marcou nesse jogo! Nemesis é um ultimo-chefão muito mais interessante e Jill Valentine é muito mais gostosa que Claire Redfield, mas foda-se! A lista é minha e eu curti muito mais jogar Resident Evil 2 no saudoso ano de 1998. E, só pra constar, acho Resident Evil, um nome muito mais legal que BioHazard.

Para quem curte Resident Evil, o site GameTrailers está lançando semanalmente vídeos da série Resident Evil Retrospective. Vale muito a pena:
(http://www.gametrailers.com/game/10620.html)

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06 - Silent Hill

Quando ouvi falar em Silent Hill pela primeira vez, lá pelos idos de 1999, pensei: "Tava demorando para aparecer uma cópia de Resident! Não vou perder meu tempo com esse jogo..." Paguei minha língua! Se a série Resident Evil era uma grande homenagem aos filmes de horror B com zumbis, contaminações biológicas e bombas nucleares, Silent Hill dava um pau fácil em qualquer blockbuster de de terror/suspense da época. Personagens cativantes, ítens interessantes, mapas bem feitos, inimigos amedrontadores e puzzles realmente desafiadores. Foi a primeira vez que senti MEDO jogando videogame. Aquele radinho miserável fazendo aquela estática filhadaputa, os ângulos de câmera, aqueles cachorros em carne-viva, aqueles pássaros bizarros, aquela neblina...tudo nesse jogo me dava cagaço! Sinto que a série perdeu um pouco do gás de lá pra cá, mas o impacto que o primeiro jogo exerceu sobre mim (principalmente por eu não esperar nada dele) coloca ele em lugar de destaque nessa lista!

20.2.09

Top 15: Jogos de PlayStation (parte 1)

O primeiro PlayStation marcou uma geração. Eu costumo dizer que esse videogame foi o que fez de mim o cara que eu sou hoje (por bem ou por mal). Ele dispensa qualquer apresentação e é, para mim, O MELHOR CONSOLE DE VIDEOGAME DE TODOS OS TEMPOS! E provavelmente vai continuar sendo assim por que eu fico cada vez mais velho e mais chato...

Então, nos próximos três dias, vou publicar aqui uma lista pessoal com os 15 jogos de PlayStation que ME marcaram. Muito jogo bom vai ficar de fora dessa lista... Muito jogo ruim estará nela, mas cada um desses jogos me marcou profundamente de alguma forma.
Todo mundo já fez uma lista de Top 10 (15 no caso) desse tipo.

Essa é a minha lista e aqui vai ela, do 15° ao 11°.



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15 - Fifa '99

Fifa '99 era um dos jogos mais jogados nos meus douros anos de ginásio e colegial. O jogo, se compararmos com os Winning Elevens era uma merda no quesito jogabilidade (embora tivess gráficos bem melhores).
Muita gente rejeitava Fifa na época por que era pouco realista e jogos de 20 minutos de duração, não raro, acabavam com placares com 12 a 9 ou 13 a 7. E é essa a questão! Eu acho jogos realistas demais extremamente chatos! Gran Turismo, Winning Eleven... Ah! Que coisa mais chata! Fifa '99 tinha a capacidade de tornar um jogo tático como o futebol em algo engraçado (com um festival de carrinhos e faltas), rápido, fácil e cheio de gols! Combrança de escanteio? No Fifa '99 significa GOL! Futebol for dummies! That's it baby!
Além disso, a opção de editar jogadores e times era hilária e, muitas vezes, mais legal que as próprias partidas! Tudo isso ao som de Fatboy Slim que, na época, era muito foda!


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14 - Bloody Roar 2: Bringer of the New Age

Pode parecer um jogo de luta 3D comum, mas Bloody Roar (além do fator nostalgia de Fifa), tem uma das idéias mais legais que eu já vi em um jogo de luta! Poder transformar o seu personagem em um mega monstro é genial! É como um Altered Beast de luta! Porra! Que idéia! O primeiro Bloody Roar de 1997 passou meio batido por mim, mas Bloody Roar 2 explodiu minha cabeça em 1999! Bons gráficos, boa jogabilidade, todos os personagens do primeiro jogo e mais caras para escolher me fizeram passar horas jogando esse negócio! Mas dois fatores principais colocam Bloody Roar nesta lista: Buzuzima the Chameleon (ou Supla) e a voz do narrador na abertura falando "Bloody Roar... Two! Briiiiiiinger...of the new age!
Fantástico!


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13 - Crash Team Racing

Ok, você comprou um PlayStation mas gosta de Mario Kart, certo!? Quem não gosta!? Tomaí! Crash Team Racing! Esse jogo passaria longe da maioria das listas de "melhores jogos de PS1", mas eu joguei muito! E me diverti MUITO! É claro que os gráficos não eram lá aquelas coisas e o jogo foi lançado em setembro de 1999, no fim da era PS1. Mas esse jogo está aqui por um único motivo: na época do ginásio eu normalmente ia para a escola de manhã para jogar futebol, ficar enrolando, ou qualquer coisa assim e eu e alguns amigos (principalmente um cara que tinha a alcunha de Leo's), íamos para minha casa almoçar para, depois, voltarmos para escola para as aulas. E SEEEEEMPRE jogávamos CTR. Colocávamos 7 laps na pista Tiny Arena (que era a maior e mais divertida do jogo)! Cara, isso me marcou muito e as musiquinhas estão até hoje gravadas na minha memória! Além dos ítens que tinham apelidos carinhosos como "uberaba", "kibe" e "kibe elétrico". E é por isso que CTR tem menção honrosa nesta lista!

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12 - Crash Bandicoot 3: Warped

Estamos falando de uma época em que as empresas de console TINHAM que ter uma mascote. A Nintento tinha Mario, a Sega tinha o Sonic, a SNK tinha o Terry, a 3DO tinha o Gex (wtf). E a Sony tinha... Crash! Sim senhores, um animal ainda mais bizarro que um porco-espinho! Um bandicoot (que eu acho que é um cachorro selvagem australiano ou whatever). Os dois primeiros jogos do mascote da Sony foram muito bons, mas nada me preparava para o que viria a ser Crash Bandicoot 3: Warped! Quando foi lançado, o jogo era anunciado naquelas revistas de games da época como sendo o primeiro e único a usar 100% do PODER do PlayStation! E isso não era pouca merda! O jogo era completo! Divertidíssimo, com personagens legais, chefões legais, fases legais! Tudo! Tinha fases de corrida, fases de água, fases de avião, cara... Eu nunca mais vi um jogo tão variado e tão completo como foi CB3! Tinha até um mundo secreto com mais 5 fases que eram liberadas depois que se tinha completado 75% (ou algo assim) do jogo e, terminando tudo, você fechava 125% do jogo! Que saudade da época em que você podia zerar mais de 100% de um jogo...

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11 - The Super Dimension Fortress Macross: Do you remember love

Um shooter em 2D com alguns efeitos em 3D... nada de mais. Um jogo muito comum na época. O PS1 mesmo tinha o fodástico Einhänder. Normalmente seria estranho esse jogo estar na lista, certo? ERRADO! Macross é, sem dúvida, um dos melhores desenhos de todos os tempos (da época em que os animes ainda tinham alguns culhões) e este jogo é simplesmente o filme de Macross adaptado para o PlayStation! Lançado em 1997 para comemorar os 15 anos da série original e com mais de 40 minutos de cenas tiradas do anime, esse MEGABOGA jogo era dividido em dois discos e tinha toda a trilha sonora original de Macross: Ai Oboeteimasuka cantada pela Mari Iijima. É divertido, muito bem feito e, como não podia deixar de ser, você pode transformar seu caça em robô ou num híbrido (o que é sempre a melhor opção), exatamente como no anime. Macross tem outros bons jogos (como o excelente Macross VF-X 2 que tem, inclusive, a música Get Free que eu adoro na abertura), mas Super Dimension Fortress Macross: Do you remember love é uma das únicas duas coisas de que eu não me ENJOÔO nunca! A outra é pizza.

19.2.09

Review: Operação Valquíria

Ninguém conseguiu ser um Império do Mal como os nazistas foram. Os americanos durante a Guerra são sempre mostrados como um bando de Yankies vindos do Alabama (ou wherever) mascando chiclete montados naqueles jipinhos com uma estrela branca pintada no capô. Os nazistas não, os caras eram caras imponentes de sobretudo, quepe foda, aquela calça com culotes e botas de couro. Tipo um exército de Dolph Lundgrens.

Quem me conhece sabe que eu tenho uma atração especial por Tom Cruise. Por mais maluco que ele seja, por pior que possa ser um filme que ele faz, ele me desperta uma atração quase homossexual (eita!).

Pra terminar, eu sou fascinado por tapa-olhos! Todo mundo que tem tapa-olho é foda! Big Boss, Snake Pliskin, Aristóteles! Sem dúvida, quando ficar velho, vou sair por aí de tapa-olho!

Tom Cruise interpretando um coronel nazista de tapa-olho!? Tem como não ver um filme desses!?

Antes de começar, algumas boas surpresas nos trailers: Frost-Nixon, Slumdog Millionaire e Milk. Teve também o trailer de Che, mas um filme falado em espanhol sobre um terrorista e assassino argentino não é o tipo de coisa que me incentiva a ir no cinema (por mais bem feito que possa ser e por mais que eu goste do Santoro).

Depois disso tudo, Operação Valquíria começa com uma narração e alemão que vai, gradativamente, virando inglês. Foi um recurso muito interessante e tornou o fato de o filme ser falado em inglês algo quase natural. O filme não é daqueles que demoram para começar (ponto positivo) e a insatisfação do coronel Claus von Stauffenberg (Tom Cruise) com o regime de Adolf Hitler (David Bamber) e sua capacidade de liderança são bem mostrados logo de cara!

Algumas coisas podem parecer um pouco confusas para quem não saiba muito da história por trás do atentado de 20 de julho de 1944. Sobre este assunto, eu recomendo o NerdCast #148: "Operação Valquíria"
(http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-148-operacao-valquiria/)

A trilha sonora é muito boa mas quando a Dança das Valquírias (aquela música do Apocalypse Now) de Wagner é introduzida durante o ataque aéreo é bem babaca. Parece coisa do tipo “se a vida tivesse trilha sonora”... É interessante notar o “toque” de quando Hitler aparece em cena. Não chega a ser um “tema” como a Marcha Imperial do Darth Vader, mas é uma batida que consegue transmitir bem a sensação de “esse cara é um mega-imperador-evil” e ajuda a compensar o erro de casting que foi a escolha de Bamber para o papel.


Outra coisa muito marcante é como Stauffenberg e seu auxiliar, Werner von Haeften (Jamie Parker) são duas figuras suspeitas... Parece coisa de Feira da Fruta! Um reservista mutilado na guerra, que vira e mexe sai no meio das reuniões com Hitler para trocar de camisa ou fazer um telefonema, que dá um projeto de lei que diz “seee por um acaaaso o nosso comandante maior vier a falecer, o exército da reserva deve comandar a Alemanha” para o führer assinar e que anda pra lá e pra cá com um Robin e uma maletinha safada é muito suspeito! Como ninguém nunca tinha se tocado antes que esses caras eram espiões a mando do Bátema!? Haha! Aiai...nazismo...

Bryan Singer (de Superman Returns e X-Men 1 e 2) manda bem na direção e faz um filme fácil e divertido de ser assistido e que em momento algum perde o ritmo. Tem sempre alguma coisa acontecendo e nazistas de uniforme foda pra lá e pra cá! A primeira hora de filme, principalmente, tem momentos de tensão muito bons. Maaaas, não é um filme que tenha mexido comigo em instante ao ponto de me prender na cadeira nem nada assim e, pensando bem, todos os filmes do Singer são meio assim...

A pior falha de casting foi, sem dúvida, David Bamber como Hitler. Fisicamente, o ator se parece muito com o ditador nazista, mas sua voz em nada lembra aquele vozeirão maluco que Hitler tinha na verdade e ele parece uma figura muito frágil sendo manipulada por seus generais. Parece mais uma criança brincando com seu cachorrinho do que o último-chefão que o fantástico Bruno Ganz faz no maravilhoso A Queda-As últimas horas de Hitler.

O grupo de rebeldes que tenta matar Hitler parece bonzinho demais. São mostrados como avatares da paz e da justiça numa Europa ensandecida, principalmente Stauffenberg e Ludwig Beck (Terence Stamp, o eterno General Zod de Superman II) quando, na real, eram um grupo de ex-nobres alemães que viam Hitler como um viadinho de merda e queriam tomar o poder não para salvar judeus, mas para evitar perder mais do que já haviam perdido com a guerra.

No geral, o filme passa bem rápido e são 121 minutos e R$5,50 bem empregados.


Nota final: 6,5 de 10

18.2.09

Edital

Hmm... Esse blog é uma idéia antiga. Na verdade, esse blog foi criado no final de 2007. Eu pretendia relatar aqui as coisas legais do período que eu passei por lá. Como esse período foi uma merda e eu nem tinha PC por lá, a idéia acabou miando.
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Mas por que retomar a idéia de blog a essa altura do campeonato? Sei lá! Influência do Jovem Nerd (www.jovemnerd.com.br) e do James Rolfe (www.cinemassacre.com) talvez...
Já tem algum tempo que eu acho que todo blogueiro tem pelo menos uma dessas duas características: (1) vontade de ganhar dinheiro na internet e/ou (2) algum tipo de carência afetiva, uma espécie de necessidade de se sentir especial.
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Bom, este blog tem um pouco dessa segunda caracterísitica, como excessão do fato de eu não precisar de nada para me sentir especial.
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Eu costumo dizer que o mundo seria um lugar muito diferente se todo mundo o visse com os meus olhos. Tudo mundo deve pensar isso sobre si mesmo se parar pra refletir um pouco. Mas eu sei que, no meu caso pelo menos, seria um mundo com bem menos camisetas de Che Guevara e Naruto e mais de Seu Madruga e Aristóteles (existem camisetas desse cara?).
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Esse blog não tem um tema específico, mas qualquer coisa que interesse a mim no momento pode aparecer aqui...
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Então, enquanto eu tiver saco de mexer nisso aqui (já que com certeza eu vou enjoar logo-logo), alguém vai ter a chance de ver o mundo através dos meus olhos.
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Então aproveite essa oportunidade única, porra!